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riscos_e_rabiscos

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Resolução Do Enigma

 

Um jovem casal apaixonado, desejando viver a urgência do seu amor, atravessa a penumbra da noite. Dirigem-se para solo sagrado, onde procuram refúgio e protecção. Vítimas de um amor esconjurado pela família, trocam juras de amor eterno.

 

Sob a bênção dos deuses, oferecem-se os seus corpos e almas. Dessa fusão entre o amor de dois seres, rogam à deusa sua protectora, que lhes dê um fruto, símbolo da sua união eterna.

 

 

Estavam a gostar, era? Esta foi apenas uma mini-história ficcionada por mim para justificar o “Enigma Cor-De-Rosa”.

Percorria eu uma rua do santuário de Fátima quando, descuidadamente, ia pisando a tal coisinha cor-de-rosa. Fiquei de boca aberta pois jamais esperaria encontrar uma coisa daquelas ali, naquele lugar, e muito menos… ao lado do caixote do lixo!

 

Pois bem, caros/as bloguistas, a tal coisa cor-de-rosa era nada mais, nada menos do que um… preservativo usado!!!!!!

 

Bom, temos de ver a perspectiva positiva das coisas não é? Ora vejamos: pelo menos deve ter sido sexo seguro (pois deve ter sido em cima do caixote do lixo); ou alguém estava a cumprir alguma promessa, ou então foi alguma estreia…

 

Bom, só me ocorre dizer que foi uma q…. abençoada!

 

 

Eu Me Confesso!

 

Quem me lê habitualmente, já sabe que eu dou aulas no “convento”. Gosto muito de lá estar, embora algumas hipocrisias me façam uma espécie de prurido. Mas eu até ignoro e sigo a minha conduta.

 

Uma vez que estamos no mês de Maria, e com a aproximação do 13 de Maio, não poderia deixar de haver uma missa em Fátima. Bom… não foi só missa… mas adiante!

 

Desta vez foi o nosso “convento” que teve a incumbência de fazer as cantorias da missa e de ir lá à frente mostrar que sabemos ler (que é como quem diz, fazer as leituras).

E agora adivinhem lá pra quem sobrou também? BINGO! Euzinha aqui! Eu, uma noviça… quer dizer, uma novata! E sobrou em dose dupla! Como se não chegasse o esganiçado do coro e os ensaios tipo relâmpago (tão rápidos, tão rápidos, que nem sequer demos por isso), sem que eu percebesse, “caiu-me” uma oração nas mãos para eu ler no púlpito. Ai, ai, ai…. E o pior é que não era nada pequena. E eu nunca tinha feito uma leitura daquelas….

 

Ler é o meu dia-a-dia, cantar também em quase todas as aulas e o meu público também é uma vasta plateia. Mas aqui a responsabilidade era muito maior e diferente. É que o meu público diário perdoa-me se eu cometer uma fífia, agora este… no mínimo apedreja-me!

 

Começámos a manhã com uma injecção, quer dizer, formação. A nossa sorte foi que o padre/formador era muito brejeiro a falar, e com uma actualidade de discurso que não nos deixou adormecer e nos fez rir muitas vezes. As “manas” é que não acharam grande piada a algumas coisas. Mas também elas são de uma espécie de “casta” (!) superior.

 

Seguiu-se o banquete almoçatório e depois fomos tomar café desmoer o farto banquete (cof!cof!) e gastar uns euros pelas “capelinhas”. Ir a Fátima e não trazer um recuerdo, é como ir ao cinema e não trazer uma camada de pulgas nas pernas (argh!).

 

Pois então, aqui a mana da casta inferior e as suas pares, pobrezinhas, lá foram passear pelo abençoado recinto, acender uma velinha e… espantem-se!... até tivemos um encontro com jesus! Ah pois, é! Íamos nós a deambular em direcção às nossas instalações, quando nos surge, por entre o campo de oliveiras, jesus. Claro que fomos logo cumprimentá-lo e dizer-lhe que um homem tão jeitoso como ele ficava mais bem parecido com umas vestes sem ser de sarrapilheira. Afinal os tempos são outros!

 

Regressámos à injecção, quer dizer, formação – parte II. Tomámos um garrafão do xarope do padre (private joke), saímos de lá grogues e ainda fomos empurradas para o salão do enfardamento onde tínhamos almoçado. Tínhamos chegado à altura da lancharada. Lá fomos nós, sob uma chuva torrencial, buscar as nossas “merendas” ao autocarro. Rapidamente as mesas se enfeitaram de bolos, bolinhos e bolecos, salgados, chouriços e presuntos. Haja estômago e apetite!

 

Fazia-se tarde e as manas superioras determinaram que era hora do recolhimento. Lá nos enfiámos no autocarro, todas contentes (iupiiiiii!!!), desejosas de regressar ao lar. Se à ida para Fátima fomos ensaiando as cantorias com alma e coração para sair tudo certinho (e saiu!) à vinda pra cá ainda cantámos com mais afinco e entusiasmo na esperança do autocarro andar mais depressa!